"Vicente" noutra perspetiva

9/1/2019

Noé aponta para Jesus, tal como todas as histórias da Bíblia, porque acredito que Jesus é a versão perfeita de Noé, pois Deus olhou para Noé com agrado porque ele temia Deus. Mas creio que temer Deus é algo bom, pois é o caminho para a sabedoria, é reconhecer que só Deus é santo. Deus usou Noé para salvar algumas pessoas e os animais, mas Jesus salva a todos os que acreditam nele. Enquanto Noé ofereceu segurança na arca, Jesus oferece vida eterna.

 

Na minha opinião, a história de Vicente não corresponde ao que a bíblia diz sobre a arca de Noé. Acredito que o autor quis comprovar a teoria do antropocentrismo, onde o homem é o centro de tudo e não necessita de Deus para existir. Eu discordo completamente. Nós precisamos de Deus, pois foi ele quem nos criou e é ele quem providencia. O autor explica que acha injusto os animais terem que morrer por causa dos atos dos homens, e acha injusto Noé e os animais estarem presos na arca. Porém, eu reconheço que Deus não foi injusto mas sim misericordioso, porque na realidade a raça do ser humano merecia ter deixado de existir naquele dia do dilúvio. Contudo, Deus salvou-nos. Como Deus é, era, e sempre será omnipotente, tinha um plano para o futuro, e, quando Deus promete algo, a sua promessa cumpre se sempre. Deus até promete que nunca quebrará as suas promessas, e nunca quebrou.

 

Na Bíblia diz: “Façamos o ser humano à nossa imagem e semelhança (Deus está a falar na terceira pessoa porque ele é Deus o pai, Jesus o filho e o espírito santo, que são três pessoas num só Deus ou seja a trindade) Que ele (o ser humano) tenha poder sobre os peixes do mar e as aves do céu; sobre os animais domésticos e selvagens e sobre todos os bichos que andam sobre a terra.” Genesis 1:26. Este versículo mostra que os homens têm poder sobre os animais, ou seja, animais foram criados para nós, para serem aproveitados cuidados e comidos por nós, e o homem e a mulher criados para louvar a Deus.

 

 Nesta história é como se o autor fingisse que Deus foi criado à imagem do homem, e assim dando-lhe características humanas, e por isso, no conto, Deus é impaciente, raivoso e vingativo. Quando, na verdade fomos nós criados à imagem de Deus, porém não somos perfeitos como ele, por causa da desobediência de Adão e Eva e por isso todos nós nascemos em pecado, incapazes de guardar a lei de Deus.

A voz de Deus é “larga como um trovão, penetrante como um raio, terrível, a voz de Deus” no conto, e de semelhante modo, na bíblia, a voz de Deus é poderosa, cheia de majestade, diz que ninguém se aguenta de pé, ao ouvir a sua voz, é uma voz que ribomba do trovão, mas ao contrário do que diz o autor, a voz de Deus tem misericórdia.

 

Concluindo, o autor quer que os seus leitores percebam que Vicente representa a liberdade, e Deus o opressor. Eu não acredito que esta ficção seja possível porque o Senhor não cede. Pelo contrário, ninguém resiste à vontade soberana de Deus, mas temos que entender que Deus só quer o nosso melhor, ama todos que ele criou e quer que os seus filhos voltem para casa. Creio que a verdadeira Liberdade não é fazermos o que nós queremos, porque sem Jesus, somos escravos do pecado. Com Jesus, somos realmente livres, porque o Diabo não nos pode enganar com ilusões de Liberdade, porque estamos seguros nas mãos de Deus.

 

 

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